O mundo inteiro está de cabelos em pé devido ao zika vírus: a ONU emitiu alerta mundial para que países reforcem a vigilância. Diariamente, os portais de notícia trazem novidades sobre essa doença, cujo principal transmissor é o Aedes aegypti, nosso velho conhecido, que também é vetor da dengue, da febre amarela e da chikungunya.

Tá confuso? A gente ajuda a esclarecer suas dúvidas! Dá uma olhada:

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1. O que é o zika vírus?

É o vírus da mesma família dos vírus transmissores da febre amarela, encefalite do Nilo Ocidental, dengue e chikungunya.

2. Como é a transmissão?

O principal modo de transmissão é pela picada da fêmea do Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, no entanto, está descrita na literatura científica a ocorrência transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

3. Quais os sintomas?

De acordo com a Fiocruz, os sintomas são semelhantes ao da dengue e chikungunya: machas na pele, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, vermelhidão nos olhos, náuseas. Ainda causa fotofobia, coceira intensa e conjuntivite.

Os sintomas duram em geral de dois a sete dias e apenas 18% dos infectados apresentam manifestações clínicas da doença.

4. Como se proteger do zika?

Se protegendo do Aedes, eliminando criadouros, colocando telas nas janelas e utilizando repelente.

5. O aparecimento do zika é restrito a alguma região?

Apesar da maior parte dos casos estar na Região Nordeste, tudo indica que o vírus circula por quase todos os estados.

6. Há algum exame para identificar o vírus?

O RNA PCR só é eficaz se feito preferencialmente nos cinco primeiros dias de sintomas. Ele identifica a presença do agente no organismo e é a única maneira de esclarecer qual virose o paciente contraiu, uma vez que os sintomas são semelhantes ao da dengue e chikungunya.

7. Como é o exame?

O teste detecta a preesença do ácido ribonucleico (RNA), responsável pela síntese de proteínas da célula. Primeiro, o teste identifica a presença de um vírus. Depois, faz o sequenciamento genético para identificar qual dos agente infectou o organismo.

8. Quanto custa o exame?

Nos laboratórios particulares pesquisados pelo jornal Estado de São Paulo, o teste custa de R$1,198,00 a R$2160,00. Outros laboratórios prometem começar a ofertar o teste. No Fleury, por exemplo, o exame deverá custar por volta de R$300,00.

9. Quando é preciso procurar atendimento médico?

Especialistas alertam que grávidas devem procurar o atendimento ao perceberem os primeiros indícios.

10. Qual período da gestão o zika vírus é mais perigoso para o bebê?

Aparentemente, o risco é maior durante o primeiro trimestre da gravidez, mas os resultados científicos ainda não são conclusivos.

11. Que tipo de problemas o bebê pode ter?

O principal problema identificado relacionado ao zika vírus durante a gravidez é a microcefalia, mas outras doenças também estão sendo estudadas, como a Síndrome de Guillain-Barré, encefalite, meningite, neurite óptica e cencefamielite aguda disseminada.

12. O zika vírus é novo?

Não. Há registros do vírus desde meados do século XX, mas ele infectava apenas mosquitos e macacos, causando poucos problemas para humanos.

13. Já houve surtos no mundo?

Em menos de dois anos, foram registrados casos de zika em nove países das Américas. O caso brasileiro, que incluiu pela primeira vez mortes, motivou um alerta mundial da Organização Mundial da Saúde.

14. A situação é grave?

Sim, a situação é considerada grave no Brasil. A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta mundial para que seus mais de 140 países membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções provocadas pelo zika vírus.

 

Fonte: Estado de São Paulo