A atitude mais comum entre as pessoas é de encarar o centro da cidade das grandes metrópoles como um lugar apenas de trabalho e consumo. Ou seja, enxerga-se o centro como um lugar de passagem e cumprimento das obrigações, e não como um lugar para se estar, contemplar e realizar trocas diversas. O habitual é passar pelo centro o mais rápido possível e ir embora dele o quanto antes, para se preservar do caos, do trânsito e muitas vezes, do risco de violência.

Mas você já pensou o quanto essa atitude é impensada e automática, e em como você pode estar desperdiçando experiências incríveis nessa singular parte da sua cidade, onde muita coisa interessante também acontece? Pensando em incentivá-lo a conhecer mais o centro da sua cidade e mudar a sua relação com ele, trouxemos alguns argumentos e algumas dicas do que pode ser feito e aproveitado. Acompanhe conosco!

História da cidade

O centro das grandes cidades são, geralmente, a parte mais antiga delas, onde a urbanização e o povoamento se iniciou. Sendo assim, é no centro da cidade que se encontram os prédios mais antigos, a arquitetura de outra época e as memórias mais valiosas de sua cidade. Que tal percorrer as ruas do centro observando essas construções e os detalhes que destoam das novas construções e projetos mais modernos? É sempre possível encontrar prédios tombados pelo patrimônio histórico, construções da época imperial que remetem à arquitetura portuguesa/europeia e muitas outras preciosidades.

marco zero

Encontro de diversidades

É no centro que se encontram as pessoas dos mais diversos bairros da sua cidade e as pessoas que vem de outras cidades — o que faz misturar classes, cores, credos e várias outras diferenças. Que tal ver isso com outros olhos e encarar que esse é um caldeirão de riqueza cultural? No centro da cidade, você pode ver apresentações artísticas de rua, artesanatos de várias origens, pessoas com estilos e estética diferentes e várias manifestações culturais espontâneas. Experimente se sentar em um lugar propício para contemplar as pessoas e veja como essa diversidade é interessante e rica.

Praças e parques

A maioria dos centros urbanos possui praças e parques que se mostram como um verdadeiro refúgio do barulho e do caos aparente de suas ruas e avenidas. Que tal se apropriar desses espaços e encará-los como efetivamente públicos e feitos para as pessoas?

Você pode propor encontros e picnics com os seus amigos, pode convocar apresentações artísticas e musicais, pode simplesmente parar para descansar e fazer um lanche, pode fazer caminhadas ou pode simplesmente não fazer nada! Esses lugares são exatamente aqueles que nos liberam das obrigações, da necessidade de consumir para permanecer em um local e do círculo vicioso da produtividade. Você verá como o centro parecerá menos opressor ao frequentar esses locais!

Museus e igrejas

É também no centro que ficam os principais museus e as igrejas mais antigas da sua cidade. Mesmo que você não seja religioso, visitar as igrejas para ver suas construções e seus altares pode ser muito interessante. Os museus, por sua vez, podem contar com exposições de temáticas diversas e obras raras. Além disso, os museus tendem a ser em prédios antigos encantadores, que já são, por si só, uma atração.

E então, o que achou de nossas orientações? Você está disposto a conhecer melhor o centro da sua cidade e a estabelecer uma relação mais interessante com ele? Se quiser relatar alguma experiência particular sobre esse assunto, escreva pra gente!